A importância do planejamento digital cirúrgico
A importância do planejamento digital cirúrgico é visar previsibilidade do tratamento, evitando intercorrências e possibilitando ao paciente um pós-operatório seguro. O escaneamento virtual é uma alternativa para substituir a moldagem convencional, evitando erros de moldagem. O modelo digitalizado, o operador tem a possibilidade de fazer planejamentos com implantes associando com a tomografia digital (Cone Beam), transferindo as principais informações do paciente para o planejamento. Com a finalidade de qualificar o trabalho do cirurgião-dentista, o scanner intra-oral elimina etapas do sistema convencional e auxiliando na comunicação com o técnico em prótese dentária através do sistema CAD/CAM.
Paciente do sexo masculino, 48 anos, apresentou-se no consultório com queixa de fratura dentário do dente 24. Ao analisar clinicamente percebeu-se fratura em bisel da parede palatina devido a extensa restauração em amálgama e com extensão até região sub-gengival.
Foi então estabelecido como plano de tratamento a extração do dente, com instalação imediata de implante e também a confecção imediata de um dente provisório. Técnica conhecida como implante imediato com estética imediata.
Neste caso, o procedimento foi feito com a ajuda de planejamento digital, tanto para a fase cirúrgica, como também para a fase protética. A fase cirúrgica foi planejada com o software Exoplan, onde neste foi possível realizar a extração virtual do dente 24 e planejar o melhor posicionamento do implante, baseado no melhor posicionamento protético, através de um enceramento virtual da prótese. Depois disso o guia cirúrgico foi desenhado e exportado o arquivo para impressão 3D.
O software Exocad tem interação com o software Exoplan, possibilitando utilizar o enceramento dentário feito no primeiro para a confecção da prótese provisória no segundo. Com isso, o dente encerado foi adaptado ao componente protético respeitando conceitos de zonas crítica e subcrítica. Foi utilizado o componente protético conhecido como Ti-Base, este que, por sua vez, já estava na posição correta em relação ao implante, também devida a interação dos softwares. Ao final, assim como no Exoplan, o dente com a adaptação para o Ti-Base gerado no Exocad foi exportado para impressão 3D.





O procedimento cirúrgico seguiu toda a sequência recomendada para cirurgia guiada e para implantes em região estética, com extração do dente feita de forma minimamente invasiva, posicionamento do guia, uso dos redutores de anilha para perfuração guiada, instalação do implante de forma guiada e regeneração alveolar do GAP com bio-material.
Na sequência, paciente dirigiu-se do centro cirúrgico até a sala clínica para execução da parte protética. O provisório impresso foi adaptado ao Ti-Base e checado se a posição estava adequada. Neste caso foi necessário um leve ajuste na região interproximal distal. Após isso foi checada a oclusão, a qual estava adequada, sem contato oclusais, tanto em MIH quanto nos movimentos de lateralidade. O dente provisório foi então cimentado ao Ti-Base e esse por sua vez parafusado ao implante, finalizando o caso.





